terça-feira, 22 de março de 2011

Participação no Movimento Milénio

Foi hoje disponibilizado o vídeo de participação do Movimento Anti-Corrupção no Movimento Milénio.

Mas o que é o Movimento Milénio? 

Nada como citar as palavras presentes no seu sitio da Internet:

"Movimento Milénio é uma grande iniciativa nacional promovida pelo jornal Expresso e pelo Millennium bcp para a procura de respostas para o futuro, revelação de caminhos e tendências com verdadeiro impacto na vida dos portugueses"


Havendo neste concurso uma área dedicada à Democracia, e como quanto maior os índices de corrupção mais em risco fica o conceito de democracia, decidiu-se apresentar uma proposta no sentido do que tem defendido o Movimento Anti-Corrupção: especialmente focando o combate à corrupção de prevenção através da informação e educação.

Assim, Micael Sousa e Patrícia Figueiredo meteram mãos à obra e enviaram uma memória descritiva e vídeo para viabilizar a participação do Movimento Anti-Corrupção neste concurso. O vídeo encontra-se desde hoje disponível online, na página do Movimento Milénio, para visualização e votação.

Fica aqui o link para o vídeo de participação para que passam ver e, se com as propostas concordarem, votarhttp://www.movimentomilenio.com/2011/03/para-lutar-contra-a-corrupcao/ 

Agradecemos  também toda e qualquer divulgação, pois mais do que o prémio, a divulgação destas ideias, e dos valores em que assentam, são para nós o mais importante.

sábado, 12 de março de 2011

Ética e Matemática

"Tão grave são os poucos que roubam milhões como os milhões que roubam pouco"

Uma questão de ética e matemática!


sábado, 26 de fevereiro de 2011

Canal de YouTube do Movimento ANTI-Corrupção

Está online o Canal no YouTube do Movimento ANTI-Corrupção, local onde serão adicionados vídeos relacionados com as temáticas da corrupção. Mas, mais que isso, pretende-se divulgar vídeos de campanhas, formais ou informações, de combate à corrupção.
Para aceder e seguir basta clicar na seguinte ligação: http://www.youtube.com/user/MovANTICorrupcao

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Os jovens empreendedores por mais transparência! - uma ideia para o Congresso Internacional de Acção Social em espaço urbano no séc. XXI

Ontem formalizamos uma candidatura com uma ideia para o empreendedorismo jovem para o Congresso Internacional de Acção Social em espaço urbano no séc. XXI. A ideia vencedora terá  a possibilidade de se apresentada durante a próprio congresso!
Propusemos uma intervenção junto e para o jovens sobre as temáticas e as ideias que têm sido defendidas pelo Movimento ANTI-Corrupção. A ideia, de inovação e empreendedorismo social, passa pela criação de iniciativas várias que pudessem reforçar a consciencialização dos jovens para a necessidade de uma sociedade com fortes valores éticos, mais transparente e onde a empatia social possa acontecer naturalmente.
Segue o texto da candidatura propriamente dita e que pode ser consultada, votada e comentada em http://congresso.accaosocial.com/category/ideias/:

Título: Os jovens empreendedores por mais transparência!

Tema: Empreendedorismo Jovem

Ideia: 
 Desenvolver projectos de intervenção, a implementar nas escolas e noutros espaços educativos, com metodologias activas, que fomentem nos jovens uma atitude crítica e construtiva, ajudando-os a ser empreendedores para uma evolução social. Ou seja, desenvolver projectos de aprendizagem, baseados em metodologias activas, não formais, que abordem os valores sociais, económicos, políticos, contribuindo para o desenvolvimento de competências cívicas e de a uma sociedade mais transparente e justa. Estas actividades devem ser realizadas com os jovens, adaptadas aos contextos, e os locais de realização deveriam ser os espaços dedicados às aprendizagens nas instituições educativas – Escolas (em articulação com as disciplinas curriculares ou nos espaços dedicados à Formação Cívica e Área de Projecto), ATLs, Associações, etc.

Necessidade:
 A corrupção em Portugal é já cultural! Por cá condena-se a "grande corrupção", aquela que se relaciona com grandes quantias monetárias ou patrimoniais, no entanto os casos da "pequena corrupção" e do pequeno clientelismos tendem a ser ignorados. Existe uma concepção minimalista da corrupção e um incapacidade para analisar os efeitos e impactos dos pequenos actos de corrupção. Assim, surge a necessidade de intervir junto dos mais jovens de modo a incutir as boas práticas sociais - as práticas da transparência, da ética e da empatia social -, sendo este um modo de reduzir os índices de corrupção nacional, até porque esta abordagem de "combate à corrupção" - através da formação e da informação - nunca foi tentada.

Fundamentação:
A formação cívica, dentro e fora das escolas, deve abordar temas que contribuam para uma mudança de atitudes e a corrupção não é excepção. Trabalhar os valores e a ética deve ser uma das prioridades na educação para a cidadania. Isto servirá para que os próprios jovens possam ser empreendedores sociais, contribuir para a alteração de comportamentos dos próprios como de todos os cidadãos com quem interajam.


Deixo um especial agradecimento à Patricia Figueiredo pois é dela a ideia de participar nesta iniciativa, tal como a grande maioria do texto criado propositadamente para o efeito.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Figuras públicas que assinaram e apoiaram a Petição do Movimento ANTI-Corrupção

Que tenhamos conhecimento, depois de Ana Gomes - Eurodeputada -, foi agora Carvalho da Silva - Líder sindical, Professor e Investigador do CES -, mais uma importante figura da nossa praça pública, a apoiar e a assinar a Petição Combate à corrupção através da consciencialização, informação, formação e educação.

 Obviamente que todas as assinaturas valem por igual, mas é bom saber que estas figuras mais conhecidas da nossa sociedade também podem defender estas causas.

Um muito obrigado a eles e a todos os cidadãos, mais ou menos conhecidos, que têm apoiado, assinado e divulgado esta iniciativa.


Um sincero obrigado em nome das gerações futuras!

Nota: os nomes em causa foram citados somente depois de autorização por escrito na forma de correio electrónico por parte dos mesmos.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Vídeo do Powerpoint da apresentação para o 10º Ignite Portugal

Fica aqui o vídeo do powerpoint que serviu para apresentar o Movimento ANTI-Corrupção e a Petição Combate à corrupção através da consciencialização, informação, formação e educação no 10º Ignite Portugal.


O vídeo em causa está disponível na barra lateral direita do blogue. A apresentação em PDF está disponivel para visualização e download aqui, no Google Docs do Movimento Anti-Corrupção .

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Notas e agradecimentos pela participação no 10º Ignite Portugal

Após a experiência de divulgação do Movimento Anti-Corrupção e da Petição Combate à corrupção através da consciencialização, informação, formação e educação no 10ºIgnite Portugal no LxFactory em Lisboa há que agradecer a quem tornou isso possível. Por isso, deixo aqui os mais sinceros agradecimentos ao João Nogueira Santos por me ter proposto e desafiado para participar neste evento, ao Miguel Muñoz Duarte e à organização por terem aceite a candidatura a "speaker" (orador) e por terem proporcionado e realizado uma iniciativa extraordinariamente dinâmica, cativante, envolvente, descontraída - por vezes muito divertida - e, acima de tudo, rica em conteúdos e ideias. Agradeço também às pessoas que me acompanharam e apoiaram - à distância e no próprio local -, sendo que não posso deixar de fazer referência à Susana, à Patrícia, ao Rui, à Tina e ao Bruno. Muito obrigado a todos. 

Durante a apresentação
Espero que esta participação posso ajudar a divulgar mais o movimento, a petição e especialmente a reforçar a IDEIA de que é imperativa a necessidade de termos de nos "MEXER", enquanto cidadãos conscientes e responsáveis, para combater a corrupção.
Cartoon criado por Daniel e Carla, os artistas convidados pela organização
Obrigado novamente a todas e todos! Vamos, munidos da ética, combater a corrupção!

P.S. 1 :Assim que estiver disponível será divulgado o vídeo da participação. Já o suporte digital que serviu para a apresentação será disponibilizado tão breve quanto me for possível.

P.S. 2: Uma visão e descrição mais pessoal desta experiência pode ser lida em: http://redundanciasdaactualidade.blogspot.com/2011/02/10ignite-portugal-uma-experiencia-por.html

Micael Sousa

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Participação no 10º Ignite Lisboa

Anuncio aqui no blogue que uma das causas do Movimento Anti-Corrupção será apresentada e divulgada na próxima edição do Ignite Lisboa, a 10º edição. O evento terá inicio às 15h00 do dia 12 de Fevereiro de 2011 no Lisboa LxFactory e prevê-se que a apresentação em causa - que divulgará a Petição Combate à corrupção através da consciencialização, informação, formação e educação - aconteça por volta das 19h05.


Fica aqui a imagem da apresentação que, à presente data, já esta preparada para o efeito. Para ver mais basta participarem no evento que é aberto a todos.

Para mais informações basta consultar o blogue da organização disponível em: http://igniteportugal.clix.pt/2011/02/10-ignite-portugal-lisboa-12fev.html

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Campanha: "Frases de Ordem de consciencialização para a Corrupção"

Começa hoje, lançada pelo Movimento ANTI-Corrupção, a campanha "Frases de Ordem de consciencialização para a Corrupção". Pretende-se com esta iniciativa criar frases, afirmações, interrogações, constatações e afins que, de um modo imediato, transmitam a ideia de que a corrupção é negativa, de que precisa ser combatida - tendo cada cidadão um papel chave para travar esse combate, especialmente através das suas acções, atitudes e comportamentos!

As primeiras frases serão lançadas pelo próprio Movimento ANTI-Corrupção, mas, fica o apelo, e espera-se que quem tiver mais ideias as possa partilhar. As melhores sugestões serão também divulgadas no blogue e referido o nome do autor.

Trata-se de uma iniciativa simples! Mas todas as grandes demandas partem, invariavelmente, de pequenos gestos e de vontades não tão pequenas. Se nada tentarmos fazer, por mais simples que seja ou até mais ingénuo que possa parecer, de facto nunca nada será feito pela mudança que ambicionamos! Ou não ambicionamos?
Sim, acho que todos queremos acabar com a corrupção que tanto nos prejudica, por isso não poupemos as várias armas ao nosso alcance - a consciencialização e informação terá de ser uma delas, uma a não esquecer.

Feito o apelo à participação, que pretende incidir novamente a consciencialização, aqui fica o primeiro exemplo de Frase de Ordem.
 
As restantes serão adicionadas em página própria, num separador de cabeçalho, criado especificamente para este fim. Serão adicionadas novas frases regularmente, pois de momento dispomos pelo menos já de uma dúzia delas. 
 
Para fazerem chegar as vossas frases basta usarem o e-mail do Movimento ANTI-Corrupção: movimentoanticorrupcao@gmail.com


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Corrupção e os Portugueses - um livro a ler para compreender a corrupção em Portugal

Trago aqui um resumo de uma das principais obras nacionais disponíveis ao grande público sobre o tema da corrupção. Trata-se do livro “A corrupção e os Portugueses – práticas – atitudes – valores”, da autoria e coordenação de Luís de Sousa e João Triães e que conta com a colaboração de outros investigadores, é a concretização em livro, de modo a chegar a grande público, do estudo “Corrupção e ética em Democracia: O Caso de Portugal”. Esta foi a principal fonte teórica que serviu para concluir que existe uma relação entre as práticas de corrupção em Portugal e ética pessoal e colectiva dos portugueses - fenómenos individuais e sociais. Os autores conseguem definir isso numa frase bem reveladora: "os portugueses fazem mais do que a lei permite e menos do que a ética exige". Assim, pareceu natural que se propusessem, na Petição Combate à corrupção através da consciencialização, informação, formação e educação, modos e meios de reforçar a consciencialização e informação de modo a elevar a dita ética - ou falta dela.

Concepção minimalista da corrupção
Aqui é analisada principalmente a dimensão ética do fenómeno. Os autores referem que, aqueles comportamentos que claramente violam a lei ou que estão relacionados com actos políticos são mais condenados pelo cidadão comum, independentemente de serem considerados na lei ou de terem uma interpretação duvidosa. Refere-se também que é comum os portugueses exigirem mais aos “outros” do que a si próprios, mesmo que inconscientemente.

Os Portugueses fazem mais do que a Lei o permite e menos do que a ética o exige” (repetição propositada)

Mistura de Géneros
Este foi um dos principais pontos que levaram à criação da petição. Os autores afirmam que em Portugal não se definem com exactidão os limites entre as esferas públicas e privadas, ou que isso pelo menos não está bem disseminado pela nossa sociedade. Aliás, vão mais longe, defendem que os baixos níveis de formação, e uma deficiente compreensão dos fenómenos de corrupção, expõem e fazem os portugueses enveredar por práticas de clientelismo.

País de cunhas

O fenómeno cultural e social da corrupção manifesta-se aqui neste ponto. Defendem os autores que a maioria da corrupção que se pratica em Portugal é mais ao nível dos favores do que de dinheiros ou bens propriamente ditos – a dita cunha. Trata-se de um desvirtuamento das sãs trocas e sinergias sociais que deveriam promover a igualdade de oportunidades.
Aqui a cunha e a corrupção são apresentadas, para alguns elementos da sociedade portuguesa, como um modo de ultrapassar as dificuldades da burocracia da administração pública, como “um lubrificante que oleia a engrenagem do sistema” – uma actividade perniciosa que tanto prejudica o bem comum.
Algo muito caricato, e que os autores reforçam, ainda neste ponto é que este tipo de clientelismo é socialmente aceite de ser praticado pelo “cidadão comum” mas não pelo “cidadão político”, especialmente se for praticado em prol de familiares ou amigos dos agentes e actores que concretizam a corrupção – novamente a dimensão ética em causa.

O gosto pela repressão e a incapacidade de denúncia
A referência aos 48 anos de ditadura surge nesta parte, ela é referida como uma das explicações para a concepção rudimentar que os portugueses têm da corrupção, nomeadamente com o modo como os cidadãos não usam do direito de denúncia e não exercem vigilância nem condenam socialmente quem pratica a corrupção. Emprega-se aqui o termo “pacto oculto” para o fenómeno social da corrupção. “Apesar da maioria dos portugueses afirmar que denunciaria às autoridades um caso de corrupção do qual tivessem conhecimento, na realidade recolhem-se ao silêncio e à indiferença”.
A literacia e a cidadania activa, ou falta dela, são apresentadas como outras condicionantes. Os autores afirmam que “a democracia portuguesa goza de uma cidadania informada (ainda que com grandes deficiências na qualidade, sobretudo no acesso à informação), mas politicamente pouco formada” - esta referência à uma falta de formação cívica foi uma das considerações tidas na petição – que tem imensos e inquantificáveis impactos sociais e económicos no Portugal contemporâneo.

Sensacionalismo dos Media e a sede de voyeurismo dos cidadãos

Em Portugal, para os autores, não se consegue conjugar a função informativa dos Media com o devido respeito pela vida privada, especialmente a dos políticos. Isso transparece novamente numa deficiente cidadania e incapacidade de compreender e participar na política – por vezes é mais discutida a personalidade dos políticos do que as politicas que praticam. Transparece a ideia de que os portugueses têm uma visão mitológica/púdica dos seus políticos, que tendem a averiguar se os seus políticos serão pessoas como eles próprios e, invariavelmente, exigem-lhe atitudes e comportamentos éticos que os próprios não praticam. Isto é explicado também pela artificialidade com que os políticos são apresentados aos portugueses, frutos de operações de cosmética e técnicas de marketing que os tornam desumanizados.

Fica a minha sugestão: se queremos compreender a corrupção em Portugal, devemos todos reflectir e estudar o máximo que pudermos o fenómeno de um ponto de vista pluridisciplinar, mas acima de tudo enveredar por uma introspecção pessoal sobre o nosso papel nas práticas e no combate à corrupção.

(este texto foi parcialmente retirado e inspirado do original em: http://abuscapelasabedoria.blogspot.com/2010/12/corrupcao-e-os-portugueses-o-livro-que.html)
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