domingo, 29 de janeiro de 2012

Entrevista para a Antena 1

Há já quase um ano, depois da participação no 10º Ignite Portugal em Lisboa, onde Micael Sousa - o fundador do Movimento ANTI-Corrupção - participou com um "talk", Sónia Morais Santos levou a cabo uma entrevista para a Antena 1 sobre as iniciativas do movimento e do blogue. A entrevista ao criador do Movimento Anti-Corrupção foi feita para o programa "Nós Vencedores", da responsabilidade da jornalista Sónia Morais Santos, isso numa semana eram entrevistadas várias pessoas com o tema "Cidadãos contra a Inércia".
Mesmo tendo já decorrido muito tempo desde a entrevista essa conversa e declaração mantém-se ainda e cada vez mais atual, sendo que a partilhamos agora aqui no blogue:

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A História da ideia "Movimento Anti-Corrupção" em Inglês

Micael Sousa, o criador deste movimento, recebeu um convite para escrever um texto a expor e revelar a sua experiência no Movimento ANTIi-Corrupção. O convite foi feito por Aníbal Oliveira, com o intuito de revelar a história da criação do movimento e toda a experiência – nas suas várias dimensões – associada ao desenvolvimento deste projeto para o seu criador.  O convite teve como objetivo criar mais uma história para o blogue “Ontheside Project– espaço que pretende revelar histórias de projetos e realizações de cidadãos, casos que possam inspirar outros e outras a associarem-se aos projetos existentes ou até a irem mais além e desenvolverem os seus próprios.





Publica-se então aqui a referência a esse acontecimento pois o resultado foi mais uma realização que cava por estar associada ao “Movimento ANTI-Corrupção”, e que ganha especial relevância por ser um resumo em língua inglesa – com tradução de Aníbal Oliveira – do nascimento, desenvolvimento e principais iniciativas de Micael Sousa como representante do “Movimento ANTI-Corrupção”. O texto resultante poderá ser um bom modo de internacionalizar, e dar a conhecer a outras nacionalidades, o Movimento ANTI-Corrupção.


Fica então a sugestão para consultar o texto em causa: “Innovation in order to increase ethics and fight corruption”.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O exemplo do combate à evasão fiscal na Suécia

Porque tem tudo que ver com corrupção, fazemos aqui no blogue mais umas referências à economia paralela, e a alguns exemplos de países como a Suécia que estão a estão a tentar reduzir esse modo de corrupção económica ao mínimo possível. O Governo Sueco tem como objetivo reduzir a sua já diminuta economia paralela, de cerca de 10% do PIB, para zero (1). Esta vontade, e necessidade, de reduzir a evasão fiscal, fará então ainda mais sentido em países como Portugal, onde o valor da economia paralela ronda, com tendências para aumentar, os 25% do PIB (2).
 
Em Portugal os meios de combate à evasão fiscal estão muito aquém dos que, por exemplo, dispõem as autoridades Suecas (3). O caso do sigilo bancário e outras barreiras à informação e de cruzamento de dados impede a transparência e dificulta a ação das autoridades. Mas nem tudo se deve aos fatores legais e administrativos, a própria cultura – no sentido lato do termo que se relaciona com a organização social - da própria sociedade e seus cidadãos pesa muito nestas contas e percentagens. A corrupção e a evasão fiscal são socialmente inaceitáveis em países como a Suécia. Já por Portugal, como demonstram vários estudos (4), o caso não é o mesmo, podendo em alguns casos a conotação social do fenómeno ser exatamente oposta. A cultura e sociedade paroquial construída e instituída em Portugal têm uma influência inegável (4).
Assim, o combate à corrupção e evasão fiscal terá de passar por aumentar os meios e liberdade de atuação das autoridades estatais, na mesma medida em que se deve fazer um forte trabalho de consciencialização e prevenção pela informação, educação e reforço da ética em Portugal. Há necessidade de reformar os meios legais, processuais, a própria ética e espírito cívico.

Nota: relembramos e apelamos à assinatura e divulgação da nossa petição que sugere alguns caminhos pela prevenção pela informação, educação e reforço da ética em Portugal: http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N3298

Referências Bibliográficas:
(1) –“ Suécia acabará com economia paralela dentro de cinco anos”, disponível em:
http://economia.publico.pt/noticia/suecia-acabara-com-economia-paralela-dentro-de-cinco-anos-1527484
(2) – “Economia paralela atingiu um quarto do PIB”, disponível em: http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1731338
(3) - “Quando o Fisco sueco sai à rua consegue resultados”, disponível em: http://economia.publico.pt/Noticia/quando-o-fisco-sueco-sai-a-rua-consegue-resultados_1527486
(4) - Dores, António; Triães, João; Magone, José M.; Jalali, Carlos; Sousa, Luís de. "A Corrupção e os Portugueses - Atitudes, Práticas, e Valores". Lisboa: RCP Edições, 2008

domingo, 25 de dezembro de 2011

O primeiro aniversário do blogue do Movimento ANTI-Corrupção

Faz hoje precisamente 1 ano que nasceu o blogue do Movimento ANTI-Corrupção. Nesse dia a primeira publicação e partilha foi a da petição que resume a essência e principais propósitos deste movimento: o combate à corrupção por um modo inovador em Portugal, a prevenção pela consciencialização tomada através da informação, formação e educação.
O Movimento ANTI-Corrupção, apesar de ser uma iniciativa informal, voluntária e que muito vive pela WEB2.0 conseguiu já algum destaque e contribuir para o divulgar de novas ideias e medidas para combater a corrupção. Esperemos de futuro conseguir reunir mais pessoas em torno desta causa e poder encetar novas iniciativas e concretizações, pois o problema da corrupção está muito longe de estar resolvido.

Hoje  estamos todos de parabéns!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

As vantagens da prevenção que a ética pela educação pode ter


Eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens
Pitágoras

Hoje, como ontem, educar e desenvolver nos cidadãos, especialmente logo desde tenra idade, uma forte consciência ética evitaria ou reduziria muitos dos nossos problemas atuais, e um deles seria a corrupção. Se formos, primeiro que tudo, bons juízes de nós mesmos evitaremos os juízos e castigos de outrem.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Dia de Greve Geral - Dia de fazer também Greve à Corrupção

No dia em que se assinalou uma Greve Geral de dimensões muito consideráveis em Portugal, gostariamos de apelar, ainda que isso possa ser utópico, à Greve à Corrupção! Fazer este tipo de Greve só nos beneficiaria, com proveitos cívicos e económicos
Uma sociedade com baixos níveis de corrupção é uma sociedade onde a cidadania activa e pró-activa é mais forte, colhendo-se dai muitos tipos diferentes de benefícios sociais e individuais.
Fazendo fé nos estudos que apontavam que em 2010 a economia paralela perfazia 24,2% do PIB, agora com tendência a crescer devido ao aumento da carga fiscal e da degradação do nível de vida geral, a Greve à Corrupção só poderia fazer disparar para cima a nossa economia.

Se é utópico erradicar completamente e fazer Greve total à Corrupção, que o tentemos fazer na medida das nossas possibilidades, cada um fazendo o seu papel cívico, cada um e casa uma evitando esse cancro que tanto nos prejudica. Acima de tudo, precisamos de consciência! Vamos à Greve à Corrupção!


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Votações das Frases de Ordem de Consciencialização para a Corrupção

Até ao final do ano o Movimento Anti-Corrupção tem a votação todas as "Frases de Ordem de Consciencialização para a Corrupção" enviadas por cidadãs e cidadãos que responderam ao nosso repto e quiseram contribuir para a causa do combate à corrupção pela informação e consciencialização, fortemente relacionado com uma nova atítude cívica e ética.


 Podem votar nas vossas frases preferidas em: 

sábado, 5 de novembro de 2011

Patrícia Figueiredo pelo "Movimento Anti-Corrupção" no "Cidadania 2.0"

Cidadania 2.0 precisa-se e o Movimento Anti-Corrupção não lhe é indiferente (ver feedbak da participação no Cidadania 2.0 em: http://cidadania20.com/2011/11/07/projectos-a-acompanhar/)

No passado dia 13 de Outubro decorreu em Lisboa o Cidadania 2.0 e o movimento agradece a oportunidade que teve em participar, pois queremos crescer de forma partilhada com todos.
Competências para uma cidadania pró-activa precisam-se e, com elas, competências que façam diminuir comportamentos que levam ao alimentar contínuo da corrupção; e é aqui que o Movimento Anti-Corrupção se situa, no desenvolver de propostas que aumentem estas competências.

Se olharmos para a definição de cidadania no dicionário, temos como resposta algo como a qualidade do cidadão, um vínculo jurídico-político que, traduzindo a pertinência de um indivíduo a um estado, o constitui perante esse estado, num conjunto de direitos e obrigações. Já o cidadão, é o habitante de uma cidade, indivíduo pertencente a um estado livre no gozo dos seus direitos civis e políticos, e sujeito a todas as obrigações inerentes a essa condição.
Segundo Matos (2005), onde quer que se encontre uma sociedade que se define a ela própria como democrática, podemos interrogar e analisar o grau com que essa sociedade estabelece uma organização de normas, valores e comportamentos políticos, jurídicos, económicos e culturais, destinados a criar uma vida melhor para toda a sociedade. Neste campo, muitas são as competências a desenvolver de tão necessárias e em falta que estão.
Importa, por isso, actuar a diferentes níveis na procura de soluções e no desenvolvimento de competências, aspecto em que a Web 2.0 pode trazer muitas vantagens, sendo por isso de todo pertinente a nossa participação no Cidadania 2.0. Com as vantagens que a Web 2.0 oferece, vários podem ser os movimentos e envolvimentos das pessoas no desenvolvimento destas competências, uma vez que permite que cada um construa o seu próprio caminho de aprendizagem, participe em fóruns, partilhe textos de opiniões, publique quando, como e onde quiser, estando sempre em reflexão, se assim pretender.
Não podemos com isto esquecer Perrenoud (2002), que refere que a rede das redes é a realização de uma forma de democracia planetária directa e, ao mesmo tempo, é a expressão de uma sociedade dual, na qual uma minoria de chefes e de peritos desenham o futuro da maioria. Para isto, importa a todos participar – agora e no futuro – e saber participar, pelo que é importante que se desenvolvam estratégias que dêem a todos os meios para pensar livremente, para oferecer alternativas diferentes e positivas ao futuro.
Desta participação surgiram várias propostas, que formalmente agradecemos, entre as quais a criação de um glossário online que nos ajude a compreender determinados conceitos actuais de cidadania democrática, projecto que contará com a participação de todos e que se iniciará brevemente.
Como foi referido no momento de partilha do público, nós vivemos quase todos em regime de condomínio, temos que assumir que o que é público é nosso, é preciso educar pela positiva e pela diferença, numa abordagem construtiva e de responsabilidade partilhada.

Referências:
  • MATOS, J. (2005). Educação para a cidadania in Carvalho, C., Sousa, F. e Pintassilgo, J. (Org.). A educação para a cidadania como dimensão transversal do currículo. Colecção Educação, teoria e prática. Porto: Porto Editora.
  • PERRENOUD, P. (2002). A escola e a aprendizagem da democracia. Porto: ASA.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O crescimento da Pobreza está para o Crime tal como a falta de Ética para a Corrupção!

Fonte: http://www.toonpool.com/

"O crescimento da Pobreza está para o Crime tal como a falta de Ética para a Corrupção!"

Quando as condições de vida, numa determinada sociedade, decrescem, aumentando assim a pobreza generalizada, existe uma tendência comprovada por muitos estudos para o crescimento da criminalidade - algo relacionado com o instinto de sobrevivência é quem dita as regras em última instância. Tal como a factual relação entre pobreza e criminalidade, a falta de desenvolvimento ético de uma determinada sociedade potencia o crescimento e desenvolvimento da corrupção.
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